Na última quinta-feira, 16 de julho, a cidade de Mariana celebrou 330 anos de sua fundação e recebeu autoridades civis e militares, além de diversas personalidades, para a cerimônia de outorga da Medalha de Minas. O evento marcou o Dia de Minas Gerais, data instituída pela Lei Estadual nº 7.561/1979, que faz referência ao encontro de ouro pelos bandeirantes, liderados por Salvador Fernandes Furtado, às margens do Ribeirão do Carmo. Essa região, onde hoje se localiza o bairro Santo Antônio, é considerada o marco do início da povoação do estado.
A programação teve início com uma Santa Missa em honra a Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade, também celebrada em 16 de julho, no Santuário do Carmo. A missa foi presidida pelo arcebispo de Mariana, Dom Airton José dos Santos, e contou com a presença do prefeito municipal, do governador do Estado e das personalidades homenageadas.
Em seguida, ocorreu a solenidade cívica na Praça Minas Gerais, um local histórico que abriga as igrejas da Ordem Terceira do Carmo e de São Francisco de Assis, e a antiga Casa de Câmara e Cadeia, conjunto que representa a conjunção dos poderes da Minas Colonial. A cerimônia incluiu um desfile da Guarda de Honra da Polícia Militar, revistado pelo governador. O ponto alto foi a entrega da Medalha de Minas pelas autoridades às personalidades agraciadas. A Medalha de Minas é uma das mais altas honrarias concedidas pelo Estado, em reconhecimento a pessoas que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento de Minas Gerais.
Em seu pronunciamento, representando o município de Mariana, o prefeito destacou a importância da cidade na formação de Minas Gerais, mencionando suas contribuições em áreas como a literatura, com nomes como Frei de Santa Rita Durão e Cláudio Manoel da Costa, e nas artes, com o mestre Manuel da Costa Ataíde. Ele também ressaltou obras em andamento no município, como a construção do Hospital Universitário e as restaurações do patrimônio histórico.
Falando em nome dos homenageados, o influenciador e fundador do Dicionário de Mineirês, Paulo Araújo, nascido em Pernambuco e radicado em Minas Gerais, destacou a hospitalidade dos mineiros. Em seus espetáculos de stand-up, Araújo aborda o choque cultural entre o Nordeste e o Sudeste.
Além das medalhas, os homenageados e as autoridades presentes receberam do prefeito um pequeno anjo barroco, esculpido pelo artífice marianense Mestre Paiva. O presente simboliza que a arte do período colonial, presente nas igrejas e responsável por tornar Mariana conhecida internacionalmente, permanece viva no cotidiano da cidade.
A programação foi encerrada com um cortejo da Corporação Musical XV de Novembro por algumas ruas do Centro Histórico, apresentando a tradição musical de Mariana ao público.


