Ponte Alphonsus de Guimarães
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Descrição
Ponte Alphonsus de Guimarães – Marco Colonial e Literatura em Placas de Madeira
É impossível caminhar pelas ruas de Mariana (MG) e não se encantar com uma das construções mais singulares da cidade: a Ponte Alphonsus de Guimarães, também conhecida como Ponte de Tábuas. Datada de 1713, ela é considerada a primeira ponte de madeira de Minas Gerais, conectando a parte antiga à área central. Feita de tábuas de madeira e erguida com técnicas coloniais, a ponte resulta de uma engenhosa solução urbana de quem, séculos atrás, buscava driblar a instável geografia local para conectar o centro e as ladeiras marianas.
Originalmente, a construção foi iniciativa do mestre construtor Manuel Ramos, recebendo ao longo do tempo o nome de outros personagens locais, como Francisco Diogo. Mas foi em 1921 que ganhou seu nome definitivo, em homenagem ao célebre poeta simbolista Alphonsus de Guimarães, que viveu e exerceu como juiz no município após se mudar de Ouro Preto em 1906, onde escreveu grande parte de sua obra mística e religiosa.
A ponte, com seu tablado estreito e corrimãos rústicos, mantém até hoje o formato original, embora tenha passado por intervenções estruturais para garantir segurança e preservação. Seu ar pitoresco e inclinado terreno proporciona uma linda vista do Ribeirão do Carmo, enquanto atravessa uma atmosfera histórica carregada do som da madeira reverberando sob passos de moradores e turistas.
Para quem busca história viva, a Ponte Alphonsus de Guimarães encanta tanto pela simplicidade quanto pela ligação com o universo literário: atravessá-la é como entrar no palco de poesia simbolista, em que cada estaca tem um eco tímido e cada tábua parece guardar ecos do poeta Mariense, chamado “o solitário de Mariana”.
Durante todo o ano, a ponte é ponto de passagem obrigatória em roteiros pela cidade histórica. Além disso, ela está entre as atrações do Centro Histórico tombado, próxima a importantes pontos de interesse — como a Rua Direita, o Teatro Municipal e museus. A experiência de travessia combina nostalgia e descoberta, revelando detalhes urbanos coloniais que marcaram o desenvolvimento da malha urbana local.
Para fotógrafos e amantes do visual, a ponte oferece belíssimas composições visuais, especialmente com a luz dourada do entardecer refletida nas águas e nas tábuas. Já os apaixonados por literatura encontram ali uma conexão com Alphonsus de Guimarães, cuja obra mística ganhou novo significado ambientada nesse pórtico de entrada para a história.
Você terá acesso
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